Quase imperceptível sua presença foi sendo notada por palavras sem nexo que me faziam no ar. Até perceber a insistência do teu canto sobre o meu. Querias algo. Deixa-me quietinha, estou ferida. Sai de campos de batalha em grandes guerras internas. Não suportaria outra afronta. Se não vens para salvar-me, não atires a misericórdia de uma morta. Se não vens para que eu ouça todas as palavras merecidas de afeto, caminha adiante em busca de outro monte, e abandona este campo o quanto antes. Não maltrates uma alma acamada. Um coração galopante que ancorou para não ser atingido por flechas desconhecidas.
Quase nada te vejo. Ser engraçado não é o mesmo que ser belo, mas ser belo não é o mesmo que ser tudo. Algo em teus olhos e lábios chama os meus. Algo. E se for uma cilada? Mais uma em meu caminho terei feito um museu delas. Cansei. Não me canses. Não me enfades ainda mais.
Quero-te. Não quero. Mas, quero-te. Nem sei se quero. Tem sido assim. Fico a espera do destino a espreita para saber se te trarás de volta. Será que o destino passaria o pé novamente em minha dor? Se não for a alegria dos meus dias, passa de largo, finge que não me viu e vai embora. Sentirei saudades do que não foi.

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