A (IN)FIDELIDADE
PARTIDÁRIA E OS ALIADOS NÃO ALINHADOS
A política é uma ciência
extraordinária! Ela promove, entre os sete pecados capitais, espaço suficiente
para seis deles. O avarento que ocupa um cargo ou atua neste cenário em
qualquer nível das suas escalas, tem neste pecado, um amor incondicional pelo
dinheiro e tudo que os bens materiais oferecem. O que se deixa dominar pela
luxúria é aquele que acredita que as malas de dinheiro superam o pouco
suficiente que vem de Deus! Já os escravos da ira, se deixam contaminar pelo
ódio, mágoa e vingança. O invejoso, por si só, se define no próprio adjetivo da
palavra. Mas, neste meio, há também o preguiçoso, que nada faz e sempre espera
que o outro faça por ele. Por fim, o orgulhoso ou vaidoso é aquele que não se
preocupa com quem não esteja no mesmo nível que ele acredita estar. E estes
pecados provocam o combustível necessário para que os pecadores ou vítimas
destas fragilidades carnais, se duelem entre si, se machuquem, se auto
destruam, se exponham, se abandonem e se traiam no centro da arena. No universo
partidário ou acordos de aliança, o que mais existe, são ideais partidos –
todos são amigos - até o segundo ato! Se um dos possíveis aliados estiver sendo
perseguido, pré-julgado, a expressiva maioria abandonará a “vítima”, como se
fosse um transmissor de doença contagiosa. Na verdade, alguns acreditam que a
boa imagem é não estar ao lado de quem estiver “queimado”. No entanto, assim
como as nuvens estão ali, podendo estar em outro lugar, o céu muda de cor, e as estações costumam embaraçar o calendário
oficial. O mesmo acontece com a roda gigante da política! O que está encima,
pode um dia estar embaixo e, vice-versa. Se não aprender a usar as verdadeiras
ferramentas da humildade, do respeito, da solidariedade, do humanismo, antes
dos interesses pessoais, o que será revelado, poderá trazer consequências
irreversíveis para quem ignora o poder de um fogo “amigo”. Apesar da raridade
na permanência partidária e no cumprimento dos seus estatutos; apesar das
alianças que se quebram no meio do caminho, como se fosse madeira podre, há
algo que não passa despercebido – a ingratidão. Ela é a mola que revela o
estado espiritual de um caráter. E mesmo que a política seja instrumento
poderoso para se fazer o bem, se o homem não vigiar, ele será, sem dúvida, sugado
pelos pecados capitais, abrindo seu próprio caminho que o levará ao pódio - do inferno.

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