Fico pensando em uma terra que ganha anjos e não percebe, na dimensão merecida, quando eles partem. Terra de tão poucos poetas, tão raros, e quando existem, tão nobres. Santo Sousa, santo até no nome, amado de Cristo, que partiu acreditando na ressurreição, foi convidado por Deus a morar no céu, enquanto dormia, na sexta feira da paixão de quem ele amou. Que privilégio, meu Deus! Que merecido privilégio. O vi poucas vezes, muito raras, porém, encontros intensos e inesquecíveis. Pensei no céu e vi um poeta caminhando por sobre pedras preciosas, calçadas de ouro e marfim, com vestes luminosas a escrever versos celestiais. Seus olhos lançaram-se à terra e uma gota se fez cair no orvalho. Era a lágrima dele. Mistura de saudade e alegria de quem foi salvo. Não pela poesia. Pela fé. Santo, santo, santo é o Souza, poeta de Deus, que habitará entre nós, em forma de palavras.

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